terça-feira, 5 de Agosto de 2014

E eu preciso de tão pouco para ser feliz...


Acordei de manhã e já estava sol, ainda era cedo, mas o dia já estava agradável. Fiz um cappuccino, peguei no meu livro e fui sentar-me no jardim a desfrutar do sossego da zona onde vivo. Devia ter saído logo de seguida, a ideia era tratar de tudo de manhã e almoçar pelo centro da cidade, mas o raio da preguiça venceu-me e acabei por almoçar em casa e só sair de tarde para tratar de tudo... Para já conheço dois cafés portugueses, onde os donos falam português e os produtos são nacionais. Um deles, pequenino, mais típico e acolhedor, que eu adoro e onde, normalmente, vou tomar o pequeno-almoço, o outro, maior, uma espécie de "ponto de encontro" da malta portuguesa quando sai do trabalho. É tranquilo isto aqui, as pessoas (regra geral) são simpáticas e sempre prestáveis, já ia sendo atropelada umas 1500 vezes, porque me engano e olho para o lado esquerdo, em vez de olhar para o lado direito, mas isto é só um pormenor...

A primeira semana...



The view - 26|07|2014

Ao entrar no Reino Unido

sábado, 2 de Agosto de 2014

Lido algures e guardado na memória... [E aplica-se tão bem à minha vida...]



Difícil não é lutar por aquilo que se quer, mas sim desistir daquilo que mais se ama.



Uma semana depois...


E o mais difícil, o que ainda me custa recordar sem me virem as lágrimas aos olhos, foi aquele momento em que tive de voltar as costas à minha mãe naquele aeroporto, com a certeza de que em momento algum me poderia virar para trás. Sim, isto foi mais difícil do que entrar naquele avião sozinha, aterrar num país que me era desconhecido e procurar um novo rumo para a minha vida. O que ainda hoje me dói e o que torna tudo mais difícil é a tristeza em que deixei a minha mãe...


quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Para os que fumam, os que deixaram de fumar e os que nunca fumaram...



"Cheguei e acendi um cigarro. Fechei os olhos, respirei fundo, soltei a fumaça bem devagar. Se fosse a cena de um filme, seria em preto e branco com toda certeza. Uma música melancólica tocaria ao fundo e choveria lá fora. O café, quentinho e amargo como sempre, estaria fazendo companhia. Esta é minha cena preferida para fumar um cigarro, embora isso nem quase nunca aconteça assim. Antes que os saudáveis de plantão me crucifiquem por eu ser assumidamente fumante, já deixo em minha defesa uma frase de Mário Quintana: “Desconfia dos que não fumam: esses não têm vida interior, não tem sentimentos. O cigarro é uma maneira sutil, e disfarçada de suspirar”.
Sim, eu sei, cigarro faz mal a saúde. Possui milhares e milhares de toxinas. Ele é fedido – eu mesma não gosto de seu odor. Ele mata um pouco por vez, mas afinal das contas, já dizia algum poeta que a gente mal nasce e já começa a morrer aos poucos. Então, por que não deixar que cada pessoa escolha a forma de fazer isso da maneira que achar melhor? Não estou defendendo o cigarro. Mentira, eu estou sim: mas em defesa a minha defesa, quero dizer que escrevo pelo direito de escolher as coisas que me fazem bem ou mal, sem ter que ficar ouvindo lição de moral cada vez que dou a minha suspirada – diga-se de passagem sempre em algum lugar reservado para suspiradores como eu.
É engraçado que a pessoa que critica meu cigarro é a mesma que se entope de batata frita com bacon, ou então bebe até não se lembrar mais. Não fuma, mas não pratica nenhum exercício. Não fuma, mas vai para a balada de segunda a segunda, sem dormir nada. Não fuma, mas é viciado em refrigerantes. Já Imaginou que chato se para cada coisa que a gente faz alguém viesse meter o bedelho? Ao invés do “Moça, tão bonitinha, por que tu fuma?” ou então o “Moço, tu não sabia que cigarro mata?” ouviríamos: Tão bonitinha, pena que come batata frita. Ou ainda: Ele é tão gato! Mas fui beijar e ele tinha gosto de refrigerante na boca. Nem disfarçou. (...)"



Cristina Souza, para a Obvious
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